quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Time to wake up - Lições que a gente aprende no caminho

Bom pessoal, esse é oficialmente o meu segundo post no blog, mas pra mim ele está sendo novamente o primeiro, afinal estive um longo tempo parado.
É incrível como nossa vida pode mudar em tão curto espaço de tempo e por tão pouco, eu que sempre fui um típico "CDF", dedicado e prestativo, sempre fazendo diversos cursos, me desenvolvendo constantemente e correndo todos os domingos, de repente me vi dentro de uma bolha de acomodação, sedentarismo e desânimo. De uma hora para outra parei de fazer os meus cursos, comecei a passar o domingo em casa ou no shopping e já não tinha mais paciência para lidar com os problemas alheios.
O interessante é que não consigo me lembrar quando foi que tudo começou a mudar, quando me dei conta estava sentado no sofá assistindo Faustão em uma belíssima tarde de domingo (sendo que dois meses antes eu estaria correndo em volta do lago do Parque Barigui). O pior é que acabei me tornando uma pessoa mais amarga e calada até mesmo no serviço, e faço questão de exaltar tal mudança pois, geralmente, sou uma pessoa que fala muuuuuuuuuuuito.
Enfim, minha vida simplesmente virou de cabeça para baixo, eu passei a me acomodar na desculpa de que "estava ocupado e cansado demais" para não fazer cursos ou mesmo tirar algum tempo para correr por aí. Passei a sai do trabalho sempre mal-humorado e reclamando que não tinha ânimo para sequer conversar com meus amigos antes das aulas na faculdade. Em resumo, acabei me tornando uma das coisas das quais sempre disse ser averso: uma pessoa chata, mal-humorada e resmungona, e, para piorar, me acomodei a ser assim.

Agora vêm a parte interessante da história: foi exatamente ao abrir a página abandonada do blog que tive uma "luz" e consegui perceber o quão terrível era o que eu estava fazendo comigo mesmo. Ao começar a escrever este post (que era pra tratar de um assunto completamente diferente) me vieram as lembranças de tudo o que ocorreu durante este período "dartmineiro" (eu sei, o trocadilho foi péssimo): conheci novas pessoas, mudei meu círculo de amigos, ganhei oportunidades de me aprimorar como profissional e como pessoa, consegui desempenhar tarefas extras e projetos em meu local de trabalho, e ainda por cima fiz todas as provas da faculdade. O que eu quero dizer com isso? Que se eu realizei tudo isso estando mal-humorado, mal-disposto e sendo preguiçoso, imagine o que eu poderia ter feito se estivesse vivendo o meu "jeito Mineiro de ser".

Ok, agora você deve estar pensando: "Eu não acredito que ele escreveu tudo isso só para fazer um desabafo de livros de auto-ajuda". Mas não foi esse o motivo de eu escrever toda essa ladainha, o motivo foi para mostrar que às vezes precisamos parar um pouco e refletir sobre nossas atitudes.

Percebo agora que está na hora de me levantar e começar a caminhar sendo o "Mineiro" e não o "Rodrigo Nunes". Aprendi que de nada adianta reclamar da vida, o mundo não vai mudar por isso. Aprendi que, se você deseja um futuro melhor, você tem de trabalhar por ele. Que se você estiver com um sorriso no rosto, qualquer coisa ficará, no mínimo, 50% mais fácil de ser realizada.

Com isso desejo que vocês também tenham um "flash" como o meu e passem a viver a vida um pouco mais leve, pois assim sempre terão um espaço para fazer algo a mais no seu dia-a-dia.

Dica: faça uma ação voluntária ou mobilize alguns amigos para realizar alguma ação solidária. Isso servirá como uma grande dose de ânimo para que você melhore seu estilo de vida.

Deixo aqui meu sincero agradecimento a todos que leram este post e prometo que o próximo não será um desabafo, mas sim uma questão sobre algo que poderá mudar nosso futuro.

Obrigado.
Mineiro

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A internacionalização da Amazônia

Boa noite,


Essa é primeira postagem neste blog, que visa, antes de qualquer coisa, mostrar e analisar a imagem do Brasil frente ao cenário mundial.
Meu intuito não é de forma alguma realizar análises profundas ou difundir teses sobre o tema, muito pelo contrário, pretendo escrever aqui a visão de um jovem estudante brasileiro, que enxerga a necessidade de maior entendimento sobre os assuntos relacionados a nossa belo país.
Como tema inaugural acabei por escolher o que é com certeza um dos maiores, se não o maior, símbolo do Brasil: a floresta Amazônica.
É de conhecimento de muitos as discussões ao redor do mundo sobre a necessidade de internacionalização da floresta, a fim de protegê-la contra o desmatamento, as queimadas e outras ações que possam destruí-la.

De um lado dessa briga está o povo brasileiro, alegando que a floresta é nossa, não do mundo; e do outro, alguns dos governos mais poderosos do mundo e, entre eles, os Estados Unidos da América.

Hoje recebi um e-mail contendo o texto abaixo, citando-o como um discurso do ex-governador do DF, Cristóvan Buarque, realizado nos EUA, onde um aluno o questionou sobre sua opnião acerca da internacionalização da Amazônia, porém, foi pedido que ele desse sua visão como humanista e não como brasileiro. Assim sendo, Cristóvan teria respondido:

"De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.
Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.
Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!"

Não posso garantir a autenticidade de tal discurso uma vez que o mesmo não foi transmitido por nenhum meio de comunicação oficial, porém é inegável a qualidade do texto e as verdades que o mesmo retrata.

Espero que, após a leitura de tal discurso, vocês tenham sentido, assim como eu, o orgulho de ser brasileiro e a necessidade de defendermos os direitos de nosso país frente ao mundo.

Rodrigo Nunes